Segunda-feira, Janeiro 22, 2007

...



já sentiste um aperto no peito que te deixa sem fôlego?

uma paragem cardíaca que te leva prá outra margem?

um beijo que te trás de volta?

Voar sem asas, saltar pedras sem ter medo de cair, rebolar na relva até sujar a roupa, tocar nas árvores e sentir que picam, molhar os pés no mar,

cair e nao levantar...

...apreciar cada momento em contacto com o mundo.

ficar apenas a ouvir a tua guitarra tocar, aqui bem perto!

isso faz-me chorar, cada palavra sinto-a cá dentro.

não largues a minha mão, fica aqui a olhar o horizonte, comigo...

...para sempre!

foto: "Final de tarde" por Bárbara Carvalho

Terça-feira, Novembro 21, 2006

Até quando não estás.

Estou de costas, mas sei que és tu.
Sinto o teu cheiro, a tua presença é especial...vejo estrelas e cometas, sinto como se o ar ficasse mais leve, como se tudo á volta nao existisse.
Quando me deixas, sinto o teu calor, por vezes ouço a tua voz, por vezes sinto até o teu cheiro...

Sempre que saio penso em te encontrar. Sinto que me persegues e que sempre que me encontras, me queres abraçar e aconchegar no teu colo...

Sentir como se o meu calor e o teu fosse só um...

como se só existisse nós

como se tudo fosse único... tudo até quando nao estás.

Pic. "Ophellia Immortal (Nude) by Jasmine Becket-Griffith

Segunda-feira, Outubro 23, 2006

Enrolar-me



sim, quero abraçar-te, enrolar-me no teu calor e sentir o teu cheiro.

ouvir a chuva a cair lá fora , os trovões a iluminar o céu e sentir o chão a tremer.

o vento traz-me a alegria de ti...

sim, eu quero abraçar-te,

queres abraçar-te a mim?

Pic. "Flower" @ Braga, Portugal. powered by Us

Sábado, Agosto 26, 2006

Fico por aqui

Não desviarei mais o meu olhar de ti,
Não deixarei que te cerquem de mim.
Não deixarei que te levem daqui,
Não deixarei que me tirem de ti.
Não deixarei que me levem para o lado de lá...
Eu? Eu fico-me por aqui...ao pé de ti.

Domingo, Julho 30, 2006


O cheiro do campo segue-me para todo o lado, desde o dia em que visitei o Alentejo.
Desde esse dia decidi que um dia vou dizer adeus á cidade e rumar pra sul... pra viver onde o céu se mistura com o mar e onde a noite nasce serena.

Domingo, Julho 16, 2006

Sob as estrelas.


Poderia dormir na tua luz inquieta, sem pensar que já nao existes em mim.
Gostaria de te ter para sempre no meu abraço apertado, a inquietar os meus olhos.
Sentiria de novo a paixão dos novos tempos, aperaltada no sabor místico da tua boca.
Apalparia de novo o teu ser, como se fosses a minha caneta de lua, que escreve em estrelas.
Olharia nos teus olhos e sentiria o calor do fogo, o frio da noite, a temperatura do teu corpo...
Criaria um laço de amor entre o céu e a terra, misturaria cores, objectos, sentimentos, loucuras, confundiria a vida com a morte, mandava tudo para o alto, rasgaria todas as tuas cartas, fotos, dores, medos, crenças, dificuldades...
....mas correria para ti, sem pensar em mais nada se não em encontrar o teu olhar e beijar o teu calor.

Segunda-feira, Julho 10, 2006

Sulfato de Filosofia


Éra divina jamais transcrita na névoa perdida. Nuvens efémeras nas gotas de orvalho reflexas naquela manhã em que te perdeste.
Manhã sulfatada pelo teu choro de sempre, pelo teu gemido quente, pela tua vida efémera que toda a gente sente.
Na tua consciência de sangue, a vida é sentida como simples simplicidades escondidas no negro da noite, passadas na claridade do sol, secretadas no verde do mar, no fundo, na areia revolta numa onda plana.
O azul poderia ser negro, o som que podia ser teu, a luz que era ainda criança, a distância de anos, o vazio do universo disperso no consciente espírito, na divagação do seu que é só teu, na vida que viaja na crítica, na consciência de um deus.
Quem pudesse pegar, usar e levar, pousar e partir sem nada pedir em troca. Quem ouvisse q luz, quem sentisse o olhar perdido na água seca da vida, na área escondida do coração de uma criança triste.
A vida é uma gaivota sem rumo, uma corrida sem tréguas, sem lamúrias, sem pensamentos. Não há razão, nem críticas, não há valores nem sentimentos, não há verdades nem mentiras. Há uma rua, com muitos caminhos, há um vento forte que te empurra, há uma seta que te sinaliza, há nada e tudo. Há ideias fugidas e papeis soltos que tentas agarrar sem sentido pois não tens maõs.
Há uma luz que te beija e uma língua que te segue, há um amor que te atinge, uma côr que te guia.
Não és paz és harmonia, és sulfato de filosofia que me persegue e transborda, que me mata e faz viver.
És eu, sou tu.