Éra divina jamais transcrita na névoa perdida. Nuvens efémeras nas gotas de orvalho reflexas naquela manhã em que te perdeste.Manhã sulfatada pelo teu choro de sempre, pelo teu gemido quente, pela tua vida efémera que toda a gente sente.
Na tua consciência de sangue, a vida é sentida como simples simplicidades escondidas no negro da noite, passadas na claridade do sol, secretadas no verde do mar, no fundo, na areia revolta numa onda plana.
O azul poderia ser negro, o som que podia ser teu, a luz que era ainda criança, a distância de anos, o vazio do universo disperso no consciente espírito, na divagação do seu que é só teu, na vida que viaja na crítica, na consciência de um deus.
Quem pudesse pegar, usar e levar, pousar e partir sem nada pedir em troca. Quem ouvisse q luz, quem sentisse o olhar perdido na água seca da vida, na área escondida do coração de uma criança triste.
A vida é uma gaivota sem rumo, uma corrida sem tréguas, sem lamúrias, sem pensamentos. Não há razão, nem críticas, não há valores nem sentimentos, não há verdades nem mentiras. Há uma rua, com muitos caminhos, há um vento forte que te empurra, há uma seta que te sinaliza, há nada e tudo. Há ideias fugidas e papeis soltos que tentas agarrar sem sentido pois não tens maõs.
Há uma luz que te beija e uma língua que te segue, há um amor que te atinge, uma côr que te guia.
Não és paz és harmonia, és sulfato de filosofia que me persegue e transborda, que me mata e faz viver.
És eu, sou tu.